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  • Yuri Felix Araujo

INÚMEROS ENCANTOS

Adivinho o seu sonho

Pela janela, aprecio

Ela dorme nas pétalas

Do contraste macio

E repousa na alma

Nesse brando descanso

E no aconchego das alvas

Seu despertar é manso

Vê-se na lua que habita

Que a serenidade é dela

E na sua flor de dormir

Há transparência sincera


Não sei se é um sonho

Ou palpite do coração

Vê-la apalpar as nuvens

Com mãos de algodão

Acho que ela flutua

E adormece em brancura

Deita-se pura e nua

Sem cobrir sua ternura

No suave som que soa

Voos de aves planadoras

Olhos gentis, feição boa

Refletem alma amadora


Foi o amor que me levou

A essa inesgotável fonte

O rio se faz navegador

Inegável sob as pontes

Vai alargando em profundeza

Caudaloso, além dos prantos

Quantas águas na correnteza

Dos seus inúmeros encantos




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