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Do Abismo à Graça: Meu Encontro com o Amor

O Vazio no Topo Minha jornada profissional começou cedo e foi marcada por uma dualidade: por fora, o "marqueteiro baiano" de sucesso, estrategista político e comunicador versátil; por dentro, um homem oco. Durante anos, construí castelos de areia baseados na vaidade, no dinheiro e na busca incessante por aprovação humana. Eu era um católico de batismo, mas vivia como um órfão espiritual, buscando respostas e curas em diversas vertentes religiosas — do Espiritismo à Umbanda — sem jamais entregar meu coração verdadeiramente a quem poderia preenchê-lo.

Eu achava que tinha o controle. Mas, em 2009, Deus permitiu que eu visse o quanto eu era pequeno.

O Primeiro Sinal: A Cura Naquela noite em 2009, num quarto de hotel, recebi a notícia de que meu filho, então com 14 anos, havia sido internado com mielite transversa. Ele estava paralisado da cintura para baixo. As estatísticas eram cruéis: apenas 33% de chance de cura total.

O desespero me lançou ao chão. Pela primeira vez, não rezei "da boca para fora". Clamei, gritei e chorei aos pés da cama, suplicando a Jesus e a Nossa Senhora. Naquela madrugada de angústia, senti uma paz inexplicável invadir o quarto, uma certeza silenciosa de que fui ouvido. Ao chegar ao hospital pela manhã, encontrei meu filho sentado na cadeira de rodas, mas com um sorriso confiante. A paralisia havia estagnado e ele irradiava a certeza de que ficaria bom. Para mim, aquilo foi o sinal. Semanas depois, a cura se completou e, com fisioterapia, ele recuperou todos os movimentos.

Eu testemunhei o milagre. Vi a mão de Deus. Mas, tragicamente, meu orgulho ainda era maior que minha gratidão. Agradeci, mas não me converti. Continuei vivendo do meu jeito, acumulando erros, pecados e relacionamentos fracassados.

O Fundo do Poço Foi preciso que tudo desmoronasse para que eu olhasse para cima. Em 2011, minha vida tornou-se insustentável. O sucesso profissional minguou, meus relacionamentos ruíram e a culpa pelos meus erros morais me sufocava.

A noite de 18 de outubro de 2011 foi o divisor de águas. Dirigindo por São Paulo, cego pela dor emocional e confusão, sofri um "apagão" ao volante e acordei quilômetros depois, na Rodovia dos Imigrantes, sem saber como chegara ali. Eu poderia ter morrido. Ali, no acostamento daquela estrada e da minha própria existência, eu finalmente me rendi. Pedi demissão da direção da minha própria vida. Disse a Jesus: "Assuma as rédeas. Eu não consigo mais".

Pouco tempo antes, um pastor, usado por Deus, havia apontado para mim num culto e dito: "Deus vai lhe dar uma pá para você desenterrar seu sonho". Naquele momento de escuridão, agarrei-me a essa promessa como a um fio de esperança.

A Metanoia: Uma Nova Direção A conversão não foi mágica; foi um processo de reconstrução. Deus começou a demolir meu orgulho para edificar algo novo. Perdi o medo da escassez e a obsessão pelo status.

O Senhor me conduziu de volta a Salvador — cidade onde cresci e vivi minha juventude, embora nascido em Juazeiro — após 30 anos longe. A missão que Ele tinha para mim não era ganhar eleições ou acumular riquezas, mas algo que exigiria uma força que eu não tinha: cuidar de minha mãe.

Ela enfrentava sérios problemas de saúde mental e física. Hoje, administro o cuidado dela com auxílio durante o dia, mas assumo os plantões noturnos. Confesso que há momentos de cansaço e solidão, onde a idade parece pesar e a renúncia é grande. O Yuri do passado, egoísta e impaciente, jamais suportaria essa tarefa. Mas o homem que Jesus está moldando encontra, na oração diária, a força para transformar o sacrifício em oferta de amor.

Unidade na Fé Minha caminhada foi curiosa. Fui tocado profundamente em cultos evangélicos, onde aprendi a amar a Palavra de Deus e recebi profecias que me sustentaram. Contudo, em uma noite em Ourinhos, Deus me guiou suavemente de volta à Igreja Católica. Percebi que Ele não queria que eu erguesse muros religiosos, mas que vivesse a fé com profundidade. Hoje, rezo o terço diariamente e vivo os sacramentos, grato por cada irmão, católico ou evangélico, que foi instrumento de Deus para me resgatar.

Conclusão Não sou um homem rico aos olhos do mundo. Enfrento privações e a luta diária pela castidade e retidão. Mas sou, pela primeira vez, um homem livre. Aprendi que o maior milagre não foi a cura física do meu filho, mas a cura da minha alma. Jesus transformou minha ambição política em "Amor Político", minha escrita vaidosa em louvor, e meu coração de pedra em um coração capaz de amar e servir.

Se você sente um vazio que nenhum sucesso preenche, ou se acha que seus erros são grandes demais para serem perdoados, meu testemunho é apenas uma prova de que a Misericórdia de Deus é sempre maior que a nossa miséria. Basta entregar as chaves. Ele sabe conduzir melhor do que nós.

GALERIA YURI FELIX

Produzido por BURUGUDUM

Av. Leovigildo Filgueiras, 721

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