História

jornada, jornais e arte
Yuri Felix Araujo respira comunicação desde o berço. Sua vocação manifestou-se precocemente: em 1964, com menos de dois anos, desenhou o pai na prisão política com uma riqueza de detalhes impressionante para a idade — incluindo os cinco dedos das mãos e as grades da cela. O episódio chamou a atenção da família, que garantiu que papel e lápis nunca lhe faltassem durante a infância.
Embora tenha iniciado sua formação na Escola de Belas Artes da Bahia (UFBA) e na Faculdade de Filosofia (UCSal), foi o destino que traçou seu rumo. Aos 19 anos partiu para São Paulo, onde casou-se e iniciou uma carreira meteórica. Foi diretor comercial do Jornal do Vale (Ourinhos/SP), onde liderou uma equipe de contatos publicitário e aproveitou para aprender jornalismo na prática, assinando reportagens de capa. Atuou ainda como repórter de rádio e correspondente do prestigiado jornal Debate.
Sua facilidade em transitar entre o jornalismo e a publicidade o levou ao marketing político. Em 1988, coordenou a comunicação de uma campanha cuja vitória surpreendente, com mais votos votos que favorito e todos os demais candidatos somados, marcou sua carreira. Anos mais tarde, em 1995, associou-se ao jornalista Salvador Fernandes para relançar o Diário da Sorocabana. Enquanto o sócio cuidava dos editoriais, Yuri liderava a reportagem e a edição — experiência fundamental que hoje lhe permite editar e criar as capas de seus próprios livros.
Polivalente — apto a redigir, desenhar, diagramar e fotografar —, e ainda tendo se revelado um bom estrategista político, Yuri acumulou cargos importantes: foi secretário/diretor municipal, redator na agência Pública, assessor do CREA-SP e coordenador de campanhas eleitorais, chegando a atuar em Brasília. Foi lá, no auge da carreira em marketing político, que seu "castelo de areia" ruiu.
Em 2011, uma forte experiência espiritual redefiniu sua vida. Iniciou-se então um processo de purificação e retorno. Yuri fez o caminho de volta, revisitando lugares onde morou, confrontando verdades e pacificando o passado. Essa jornada o conduziu de volta às origens: a Bahia.
Hoje, radicado em Salvador, Yuri divide seu tempo entre os cuidados com a mãe, o trabalho em uma agência de publicidade e a produção de suas obras. É autor dos romances "Projeto Áries" (2018), "A Trajetória de Lauro Braga", "Pérola da Chapada" e do recente "Pé de Cal no Caos". Também publicou ensaios em "Amor Político" e a coletânea "Contos de um Colar" (2021).




Carolina e os netos
Carolina, tiete do papai na infância, e dedicada mãe em 2012, sorrindo com os dois netinhos, Luís e João, e o vovô Yuri. Hoje, tem mais uma filha, a linda e tão cheia de ternura: Luísa.
Francisco
Com o filho do segundo casamento, Francisco, que se formou em economia, mas acabou seguindo a profissão do pai e trabalhando de maneira polivalente em comunicão. Aliás, ele é um ótimo designer gráfico e fotógrafo.



Avó e mãe
Na primeira foto, com sua avó, quando ela fez seu último aniversário, completando 89 anos. Na segunda, com a mãe, em 8 de maio de 2022, em Salvador, Duas referências na sua vida, de quem herdou muita coisa e principalmente a fé.
O estresse e a baianidade
Antes de se entregar a Cristo, Yuri tinha um perfil estressado. Uma médica o diagnosticou com "síndrome do homem bem sucedido", com todas as taxas batendo na trave, e receitou um bom plano de saúde. Entretanto, ele mudou de vida e isso refletiu no seu último exame: as taxas e a pressão em nível saudável. Ele disse ao cardiologista: "é que meu coração está nas mãos de Deus".
