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  • Yuri Felix Araujo

O CARTEIRO E O CANTEIRO

Nos canteiros de um quintal

Há plantas e flores rosadas

E a casa é viva e amada

Por conta da engenharia vital


Casa de arquitetura singela

Onde mora família bondosa

Rodeada de plantas e rosas

E aquela tal moça na janela


Eu, que sou um carteiro da rua

Deixo na caixa postal do jardim

Onde trepam jade e jasmim

Poemas de poesia nua e crua


Que ela cozinha com o olhar

Lendo os textos da minha lira

Às vezes, vejo que ela suspira

Por generosidade de apreciar


Um dia, ela afagou a roseira

Como se folheasse os poemas

E notei sua beleza nas gemas

Defronte, minha poesia é poeira


Quem me dera chegasse à bela

Com cartas e palavras de flores

Sem espinhos, cheias de amores

Boas, belas e delicadas como ela


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